Entre o físico e o digital, a ALLOS ficou com os dois: entenda o projeto de live shopping da maior empresa de shopping centers do país.

Tem gente que até hoje não entendeu que a oposição entre o varejo físico e o digital não faz o menor sentido nos dias de hoje.

Entre essas pessoas, definitivamente, não está a turma da ALLOS, maior empresa de shopping centers do país. Prova disso é o estúdio de live shopping que a companhia inaugurou no Shopping da Bahia, em Salvador, em parceria com a Play2Shop.

O segundo estúdio começa a operar na primeira quinzena de maio no NorteShopping, no Rio.

A ideia é ajudar os lojistas a vender mais, especialmente aqueles que têm menos acesso ou domínio dos canais online. Claro que o serviço não está restrito aos pequenos, tanto que a estreia do programa foi com a franqueada da Arezzo em Salvador.

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PARCERIA COM O TIK TOK

Acreditamos que nossos lojistas precisam estar presentes no físico e no digital”, contou Ana Niemeyer, diretora de Marketing da ALLOS, em um papo que tivemos na semana passada. “Principalmente em momentos associados ao prazer, como é o caso da navegação no TikTok”, acrescentou.

TikTok? Pois é, eu ainda não tinha explicado isso.

O projeto envolve o TikTok Shop, criando páginas dos lojistas dentro da rede social que é a queridinha das novas gerações.

Funciona assim: o lojista recebe uma baita curadoria do time da Play2Shop, incluindo sugestões de produtos com maior potencial de venda, orientações sobre estoque e até treinamento da pessoa que vai apresentar a live, que pode ser, por exemplo, uma vendedora descolada.

A transmissão acontece em uma loja no meio do shopping, o que ajuda a dar visibilidade ao projeto. Os equipamentos de captura e transmissão de imagem e áudio são profissionais e fornecidos pela Play2Shop.

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O serviço inclui ainda a criação da loja no TikTok Shop e toda a logística de entrega dos produtos vendidos, feita pelos Correios. A comunicação acontece nos espaços de mídia do mall, nas redes sociais, no aplicativo do shopping e também via e-mail marketing.

Bacana, né? E sabe quanto o lojista paga por isso?

Neste primeiro momento, nada, exceto uma comissão de 7% sobre as vendas, para cobrir os custos de logística.

O DESAFIO DE SEMPRE: ENGAJAR LOJISTAS

Com tanta vantagem, você deve imaginar que se formou uma longa fila de espera para participar das próximas lives, certo?

A realidade, porém, ainda não é bem essa.

“Estamos trabalhando para engajar os lojistas de forma contínua e natural, explicando que o live shopping não vai roubar, e sim incrementar vendas, além de ampliar o público. Ainda existe um pouco de desconfiança, tipo: ‘o que o shopping quer com isso?’”, comentou Ana.

A falta de cultura digital fala alto nessas horas, amplificada por um histórico de relações nem sempre próximas entre lojistas e shopping centers. E esse é um problemão que o setor precisa enfrentar.

Mas não tem muito para onde correr: sem capacitar os varejistas locais, muitos com estrutura limitada para competir nesse admirável mundo novo da omnicanalidade, os shoppings correm o risco de ver lojas fechando.

A iniciativa é excelente.

É reconfortante ver que, enquanto especialistas alimentados por IA seguem compartilhando clichês sobre os shoppings nas redes sociais, tem gente séria testando novos caminhos e, mais importante, construindo o futuro do setor.